| MAURÍCIA | 11 DE SETEMBRO DE 2025 |

Recuperar o Paraíso: Maurícia

Na ilha Maurícia, o ativista cívico Manishwar Purmanund treina uma força para aumentar a consciencialização sobre os direitos universais de todos os cidadãos.

Manishwar Purmanund e a polícia da Maurícia distribuem os folhetos O Que São os Direitos Humanos?.

Na ilha Maurícia, o ativista cívico Manishwar Purmanund treina uma força para aumentar a consciencialização sobre os direitos universais de todos os cidadãos.

Com as suas florestas luxuriantes, montanhas vulcânicas, praias de areia branca e águas turquesa, a nação insular da Maurícia pode parecer o paraíso. Mas por baixo da beleza encontra‑se uma história repleta de luta humana, dois séculos de domínio colonial e uma economia da cana‑de‑açúcar construída às custas de escravos e trabalhadores contratados.

Hoje, a Maurícia é uma república democrática com 1,2 milhões de cidadãos multiculturais. No entanto, apesar das proteções constitucionais que defendem os direitos de todos os cidadãos, os abusos dos direitos humanos continuam. Ao longo das últimas décadas, as autoridades registaram mais de 150 000 casos de brutalidade policial, incluindo alegados casos de violência e tortura. Além disso, com mais de 130 000 mauricianos a viver sem acesso a necessidades básicas, para alguns, a Maurícia tem sido tudo menos um paraíso.

Tendo crescido na pobreza, o ativista cívico Manishwar Purmanund experienciou as realidades mais sombrias da Maurícia. “Fomos discriminados porque éramos pessoas de uma zona rural”, recorda ele.

Determinado a fazer a diferença, fundou a Yeshua Fellowship, uma organização sem fins lucrativos focada no apoio social, desenvolvimento comunitário e capacitação dos jovens. Convencido de que compreender os direitos humanos capacitaria os mauricianos, procurou uma solução e descobriu a YHRI online. Depois de receber materiais educacionais da YHRI, tornou a campanha central para o seu trabalho, formando a primeira Filial da Youth for Human Rights Maurícia. “Quando se fala de questões na comunidade, tudo está ligado a uma coisa: os direitos humanos”, diz Manishwar.

Com uma pequena equipa, distribuiu materiais da YHRI, realizou seminários e liderou campanhas de petição. Organizou marchas envolvendo crianças e membros da comunidade local.

Depois, a pandemia atingiu e com ela veio a agitação cívica. Durante o confinamento, os vídeos explodiram nas redes sociais, mostrando atos chocantes de violência policial, e a indignação irrompeu por toda a ilha. O Comissário da Polícia, Mario Nobin, declarou: “A violência mostrada nos vídeos constitui uma violação dos direitos humanos.”

Foi um apelo à ação para Manishwar. Ele abordou o Comandante da Divisão do Distrito Sul, o Comissário Adjunto da Polícia Madan Sookeea. “Manishwar propôs treinar os meus oficiais para defenderem os direitos humanos e ter uma colaboração de trabalho”, recorda Sookeea.

“Quero tornar o sonho de Eleanor Roosevelt uma realidade, mudar a Maurícia e torná‑la um verdadeiro paraíso.”

O plano de Manishwar visava não só aumentar a consciencialização, mas também treinar oficiais como educadores dos Direitos Humanos. Começando com uma dúzia de oficiais, indo de esquadra em esquadra, treinou 230 oficiais. Em breve, os oficiais estavam a distribuir folhetos da YHRI em centros comerciais, praias e escolas, capacitando os cidadãos com o conhecimento dos seus direitos.

A campanha chegou a todos os segmentos da sociedade. Manishwar mobilizou estudantes de ciência política, educou vendedores ambulantes mal pagos sobre os direitos dos trabalhadores e informou os habitantes locais sobre o seu direito de se reunirem e protestarem pacificamente. Mais de 52 000 mauricianos aprenderam sobre os 30 direitos humanos delineados na Declaração Universal dos Direitos do Homem das Nações Unidas. E os relatos de brutalidade policial que lhe chegaram caíram a pique — para zero.

Mais de 80 por cento dos mauricianos foram alcançados pela campanha, avançando a meta final de Manishwar: tornar os direitos humanos universais uma realidade na Maurícia. “Quero tornar o sonho de Eleanor Roosevelt uma realidade, mudar a Maurícia e torná‑la um verdadeiro paraíso”, diz ele.

Como afirmou o Comandante Sookeea, “Youth for Human Rights International é fundamental para moldar um futuro para a Maurícia que defenda a liberdade”. Junte‑se a Manishwar na sua jornada no seu episódio de TV em PT.Scientology.TV/MPurmanund.



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