De Vítima de Opressão a Defensor dos Direitos de Todos
Na década de 1980, a infância de Haetham Abdul‑Razaq foi destruída pelo desaparecimento súbito do pai. Foi dado como morto. O jovem viveu a guerra de oito anos entre o Iraque e o Irão. Sofreu o impacto da primeira Guerra do Golfo
Em 2005, Haetham teve a oportunidade de se mudar para os Estados Unidos. Ficou espantado com a liberdade e as práticas democráticas que testemunhou. Mudou‑se para o Texas, onde frequentou a universidade e obteve o doutoramento em cultura, literacia e língua. Apaixonado por trabalhar com a comunidade, tornou‑se professor universitário, voluntário de serviço comunitário e educador de direitos humanos. Agora é também o presidente da Filial de Unidos pelos Direitos Humanos de San Antonio, Texas.
“Durante as minhas experiências com diferentes culturas, sistemas e grupos de pessoas, percebi que um princípio comum e fundamental é crucial para o bem‑estar e a prosperidade das pessoas, assim como para a proteção da sua dignidade, diferenças e habilidade. Esse princípio é acreditar, abraçar e aplicar os direitos humanos para melhorar o mundo”, disse Haetham.
Para tornar isto realidade, a estratégia atual de Haetham é divulgar a consciencialização sobre os direitos humanos junto do seu círculo mais próximo, da sua comunidade e da sociedade. Ele fá‑lo educando as pessoas sobre o significado e a importância dos 30 artigos da Declaração Universal dos Direitos do Homem (DUDH) das Nações Unidas e sobre a necessidade de os aplicar, com a meta final de integrar os direitos humanos nos nossos comportamentos diários, em vez de serem apenas um simples tema de discussão.
Os materiais que ele usa? Os materiais educacionais de Unidos pelos Direitos Humanos, que ele integra nos programas das aulas da sua faculdade para ensinar os estudantes sobre a DUDH. Ele usa‑os para estabelecer uma ligação entre a estrutura social, a interação social e os direitos humanos. Através da discussão, os 30 direitos deixam de ser simples palavras num pedaço de papel e, em vez disso, tornam‑se coloridos e vívidos na mente dos estudantes.
“Dos 30 direitos humanos básicos, aquele que mais se destaca para mim é o direito à vida”, disse um dos seus estudantes. “Ao abrigo deste direito humano mais fundamental, temos direito à vida, à liberdade e à segurança pessoal. “Penso que este direito é ainda mais importante agora do que alguma vez foi, especialmente quando se olha para o nosso país e para o seu futuro.”
Outra pessoa afirmou: “Acredito que o direito à cultura e à arte é o que mais me toca. Como músico, este direito ajudou‑me pessoalmente ao criar e lançar música. Nunca tive de me preocupar com o meu trabalho e a minha criação serem tirados de mim. Estão protegidos aconteça o que acontecer, e acredito que isto é algo extraordinário na nossa sociedade.”
Um dos desafios que Haetham enfrenta é a forma como os direitos humanos são dados como garantidos. Algumas pessoas não têm consciência de violações dos direitos humanos, pois acreditam que os direitos humanos são reconhecidos e praticados diariamente na nossa sociedade. Para superar este desafio, ele identifica abusos dos direitos humanos, sejam subtis ou significativos, para explicar a importância de proteger os direitos dos outros.
Haetham diz: “Os materiais de Unidos pelos Direitos Humanos são uma excelente ajuda que facilitou a minha missão. A qualidade dos materiais era extraordinária e acompanhada de simplicidade. Não tivemos qualquer problema em apresentar os materiais a especialistas, estudantes universitários, jovens ou até a uma pessoa com menos informação sobre direitos humanos. O manual do instrutor foi útil na formação de pessoas para realizar uma conferência, um evento ou uma discussão sobre direitos humanos.
“Humildemente, alcançámos muitas grandes coisas. Mas, se tiver de escolher uma coisa, seria o estabelecimento de uma Filial de Unidos pelos Direitos Humanos na área de San Antonio — a Filial Alamo dos Direitos Humanos!”
Através do seu trabalho comunitário e sem fins lucrativos, Haetham colabora com indivíduos, educadores, responsáveis, ativistas, grupos e organizações para aumentar a consciencialização sobre os direitos humanos e incentiva outros a ver a ligação entre a DUDH e outras políticas e práticas importantes.
Comece uma Filial de Unidos pelos Direitos Humanos na sua área.