Combater o Tráfico Humano na África do Sul
“O tráfico humano é real e apresenta‑se sob várias formas”, diz Glory Matipile, CEO da Baagi Ba South Africa — que significa “O Futuro da África do Sul” — uma organização que ajuda vítimas de tráfico humano. “Não importa a idade que se tenha; qualquer pessoa pode ser vítima.”
Com o desaparecimento de uma criança a cada cinco horas e com o número de pessoas presas no tráfico humano a mais do que duplicar num ano na África do Sul, Glory fez do seu propósito ensinar cada pessoa no seu país sobre os seus direitos humanos. “A razão de o tráfico humano ser tão elevado na África do Sul é que o nosso povo não conhece os seus direitos humanos.”
Glory estudou recursos humanos na Universidade da África do Sul, onde se apercebeu do elevado nível de desemprego no seu país e decidiu ajudar os membros da sua comunidade a encontrar trabalho.
Deparou‑se com o caso de uma jovem que tinha sido atraída pela falsa promessa de um trabalho no Brasil e depois usada para tráfico de drogas. Ao pesquisar mais sobre pessoas detidas por tráfico de drogas, descobriu uma ligação comum: à maioria tinham‑lhes sido prometidos trabalhos em países estrangeiros e depois eram usados como engodo pelos traficantes.
“Quando chegam a uma terra estrangeira, a pessoa será vendida e, a partir daí, desaparecerá. Basta imaginar que tipo de África do Sul vamos ter daqui a 10 anos.”
Glory fundou a Baagi Ba South Africa para proteger vítimas enganadas para o tráfico de drogas e exploração sexual comercial de crianças, bem como para sensibilizar para o tráfico humano e os direitos humanos.
Foi contactada por um representante da Youth for Human Rights na África do Sul e ficou impressionada com os folhetos e os recursos online disponibilizados gratuitamente. “Para mim, foi como ganhar a lotaria. Era isto de que eu precisava para ajudar e causar impacto na minha comunidade”, diz ela.
Glory e o seu grupo de voluntários começaram a fazer distribuições de folhetos na comunidade. Durante a época festiva, concentraram‑se em chegar aos jovens. Como Glory explica, esta é a altura do ano em que a maioria dos jovens vai a festas, dando aos traficantes total liberdade para adulterar as suas bebidas, drogá‑los e prendê‑los numa escravatura sexual.
Partilha uma das voluntárias de Glory: “O que mais me inspira é que há ali uma alma viva, perdida, à espera que cheguemos até ela com este tipo de informação para que possa mudar a sua vida.”
Para chegar a todos os jovens, Glory e os seus voluntários dão palestras nas escolas para educar as crianças e sensibilizar para os perigos do tráfico humano. Só num ano, Glory visitou 85 escolas, tendo impactado milhares de jovens. “Sei que nenhum estudante a quem cheguei será alguma vez vítima de tráfico humano”, diz Glory, que educou mais de 84 000 pessoas sobre os seus direitos humanos. Ao sensibilizar para o tráfico humano e ao educar a comunidade sobre fraudes e truques online, as pessoas estão agora mais informadas. “Temos recebido mais de 40 a 50 chamadas por dia de pessoas a pedir a nossa ajuda para avaliar oportunidades de emprego”, diz Glory.
Ela partilha a história de uma jovem que a contactou sobre uma oferta de emprego na Austrália. Era para um emprego num navio de cruzeiro que procurava 220 jovens dos 19 aos 25 anos. Também ofereciam um visto gratuito, mas não davam detalhes sobre a entidade patronal. A Baagi Ba South Africa informou a polícia, que emitiu um alerta sobre a oferta de emprego, avisando qualquer pessoa que a visse online de que o trabalho não era legítimo. Através das suas ações, a Baagi Ba South Africa salvou mais de 700 pessoas do tráfico humano.
“O meu povo deixará de ser vítima de tráfico humano”, diz Glory. Ela atribui à Youth for Human Rights o mérito de a ajudar a chegar aos mais vulneráveis.
Saiba mais sobre a história completa de Glory em PT.Scientology.TV/GMatipile.